Porque é que sempre que se chega a hora quero tudo, menos sair de casa, o humor muda automaticamente e não há nada que me faça ter vontade de ir…
Quando entro na rodoviária então é como se eu quisesse parar o mundo, ou melhor, faze-lo andar para trás… as despedidas tornam-se cada vez mais dolorosas. Tento com que seja fácil, aliás aparentemente não tem nada de complicado, no entanto não é bem assim. Mal dou por mim já estou a entrar no expresso e a sentar-me “acompanhadamente” solitária, mas ainda tentando resistir à saudade, quando ele arranca, procuro ansiosamente quem me levou para um último adeus que irá durar uma semana. No fim, termina toda e qualquer resistência, não dá mais, sinto vontade de chorar de saudade, de dor, da despedida, mesmo que por pouco tempo.
A viagem é longa, mas o pensamento não muda...a saudade aperta cada vez mais e a vontade de voltar para traz é maior que tudo, no entanto impossível. O humor torna-se então complicado mesmo depois da chegada, apesar de tudo, acalma no dia seguinte, pois aí começará uma nova semana que só tem como objectivo chegar o mais rapidamente possível juntos de todos os que gosto.
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